Total visualizações

04 junho 2015

Amor e Casamento


MEMORIAL DO CONVENTO

Um trabalho mais, de análise temática do romance, neste caso Amor e Casamento
Gravações do guião realizado em aula, na 1ª quinzena de maio.

Turma|12º C


Ver mais cinco gravações áudio publicadas a 18 de maio, entre outros temas:
A sociedade da 1ª metade do Século XVIII 
Memorial do Convento - contrastes sociais
Ciência, Magia e Religião em Memorial do Convento

3 comentários:

Anónimo disse...

A literatura é essencial para a formação de uma mente crítica. Infelizmente a forma como as sociedades agem baseia-se na repetição e na réplica de ações, afetando também o modo de pensar das mesmas. É por isso que escritores como José Saramago escrevem obras com características críticas em relação às sociedades, independentemente da época das mesmas.
A obra Memorial do Convento serve como um excelente exemplo de crítica à sociedade. Através de descrições muito pormenorizadas e passagens que nos levam, como leitores, a perceber e quase que reviver momentos da sociedade do século XVIII. Desta forma permitindo-nos uma maior perceção das suas crítica. José Saramago descreve diversos acontecimentos violentos, como a procissão, autos-de-fé, touradas, entre outros, reforçando-os com vocabulário cruel e de modo sensorial, que enfatiza o carácter brutal da sociedade. Estas descrições que nos repugnam e nos deixam em dó para com os seres vivos em agonia são-nos apresentadas juntamente com vivências festivas e alegria geral da população (menos os desafortunados). Desta forma o autor alerta a sua sociedade contemporânea e a todos os futuros leitores, que devemos duvidar e discordar dos hábitos da sociedade, ao invés de os seguirmos cegamente, tal como acontecera no século XVIII, onde as touradas eram festas gozadas por toda a gente, tal como atualmente, o autor faz questão de referir isto mesmo, (que as touradas continuam a fazer parte das nossas vidas) para que o leitor reflita sobre a sua própria sociedade e o seu modo de vida, para que o altere, tal como alteraria se vivesse numa sociedade em que a violência e a morte são idolatradas.
As críticas presentes na literatura são essenciais para que as sociedades se avaliem tanto coletivamente como individualmente, abrindo os olhos dos indivíduos de modo a forçá-los a evoluir em termos eruditos, e a redefinir a ética de acordo com uma maior fasquia.

João Dias nº14 12ºC

Anónimo disse...

Resposta à pergunta IA1 do teste de 25 de maio

Na primeira epígrafe da obra um homem é levado para a forca, obviamente não por vontade própria. O mesmo acontece com os homens do excerto transcrito. Estes homens são obrigados a serem "cruzados duma nova cruzada". Vão fazer um favor ao rei, mas não têm o reconhecimento que merecem ter, nem sabem ao certo o que vão fazer. Neste caso, ao contrário do homem da forca que já sabia o seu destino, estes ainda não o sabem, tendo a desvantagem ou a vantagem de caminharem para as suas "forcas" sem o saberem.

Diana Batalha, 12ºC

Anónimo disse...

A literatura tem um papel fundamental na sociedade actual, sendo uma via de obtenção de mais conhecimento, estimulando assim o pensamento crítico individual.
A obra Memorial do Convento é repleta de críticas à sociedade do séc.XVIII mas também à actual, sendo o seu narrador subjetivo, comentando, muitas vezes ironicamente, acontecimentos da narrativa. A leitura deste romance possibilitou-me ser confrontada com várias realidades menos abordadas diariamente, permitindo-me formar uma opinião sobre aspectos nunca antes refletidos por mim, tal como a religião. Em Memorial do Convento a religião tem um papel fundamental para o desenvolvimento da história, sendo a igreja retratada como uma entidade opressora e falsa. Após a leitura deste livro, percebi o impacto que a adoração a um Deus tem, ou teve, na nossa vida diária, moldando o percurso do Homem durante séculos.
Memorial do Convento permitiu-me não só aprender e reflectir sobre realidades novas, mas também desenvolver conhecimentos já adquiridos. Apesar de a história ser retratada numa época diferente da atual, esta proporcionou-me refletir sobre a sociedade contemporânea, mais precisamente sobre o comportamento humano. A população do século XVIII é retratada como rude, bruta, quase selvagem, o que me levou a questionar se somos assim tão diferentes do que éramos há três séculos atrás, o que nos mudou, e será que mudamos mesmo ou fomos apenas restringidos por normas sociais. O papel do Homem no mundo é um tema que me interessa bastante, sendo que esta obra possibilitou-me aprender mais sobre este aspeto e consequentemente, reflectir mais conscientemente .
Concluo assim que o romance de José Saramago e a literatura em geral têm um grande impacto no desenvolvimento da mente crítica de cada um, sendo essencial a literatura para a criação de uma sociedade desenvolvida.


Beatriz Massena Martins 12ºC nº6

(algumas palavras do texto original foram alteradas para evitar repetições)