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25 outubro 2012

Exercício escrito - conteúdos e estrutura

O Exercício é constituído por três grupos:
I - Texto de Os Lusíadas - Questionário de análise de conteúdo e estilística/uso expressivo da língua
II - Gramática
III - Expressão escrita - texto expositivo-argumentativo
 

Conteúdos temáticos de Os Lusíadas a dominar:
Visão global
Ø O estatuto do herói - mitificação
Ø Deuses e homens
Ø Nacionalismo e Universalismo
Ø Simbologia:
 Velho do Restelo – a «humana condição» do desafio, da desobediência
.  Adamastor - «descobrir os segredos escondidos»
 Ilha dos Amores – a recompensa: amor + sabedoria
 
Reflexões do Poeta: críticas e conselhos aos Portugueses
- Finais dos cantos I, V, VI, VII, VIII, IX e X -

Deve ser capaz de refletir sobre o valor pedagógico das Reflexões do Poeta,  que se apresenta como:
Ø um homem experiente e sabedor - «honesto estudo com larga experiência misturado»
Ø um guerreiro e poeta – “Numa mão sempre a pena e noutra a espada".
 
Gramática e Estilística
Entre outros, deverá revelar conhecimento e fazer uso de:
-      noções de versificação (metro, rima, sílaba métrica…)
-      formas de tratamento
-      marcas de pessoa (1ª/3ª), associados a objetividade/ subjetividade
-      tempos verbais - papel e uso estilístico (ex. do imperativo, do condicional, do futuro; da diferença perfeito/imperfeito...)
-      formação de palavras + processos de renovação lexical; o caso dos latinismos e cultismos
-      articuladores frásicos próprios para dar opinião, persuadir, convencer, exemplificar, etc.
-      vocativo; diferentes tipologias de frase e seu uso, por ex. a interrogativa, a exclamativa
-      frase imperativa – relacionar com os atos elocutórios diretivos: «Olhai/vede/inclinai» - com uma função apelativa, mobilizadora;
-      recursos e figuras de estilo adequadas a persuadir, convencer, comover, criticar, em especial: ironia, metáfora, interrogação retórica, enumeração, reiteração/anáfora, comparação
-      diferentes tipos de argumentos – por analogia, de autoridade, etc.
 
 
 
Informação suplementar sobre os critérios:
* Resposta restrita
O afastamento integral dos aspetos de conteúdo implica que a resposta seja classificada com zero pontos.
**Resposta extensa (Grupo III)
Ø  Os critérios de classificação estão organizados por níveis
Ø  A produção escrita integra os parâmetros:
- Tema e Tipologia
- Coerência e Pertinência da Informação
- Estrutura
- Coesão, Morfologia e Sintaxe, Repertório Vocabular, Ortografia.
Conteúdo e estrutura

Nível

Desenvolvimento do tema e estrutura do texto

5

Muito bom

Trata de forma criativa o tema proposto.

Produz um discurso coerente

Define com clareza uma ideia/um ponto de vista

Redige um texto estruturado, evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual:

Marca corretamente os parágrafos;

Utiliza, com adequação, conectores diversificados e outros mecanismos de coesão textual.

Mobiliza com intencionalidade um repertório lexical variado e pertinente

4

Bom

Trata, sem desvios, o tema proposto.

Produz um discurso globalmente coerente, com algumas ambiguidades pouco relevantes

Define com clareza uma ideia/um ponto de vista

Redige um texto bem estruturado, utilizando conectores e outros mecanismos de coesão textual.

Marca os parágrafos corretamente, com alguns desvios que não afetam a articulação lógica

Mobiliza um repertório lexical adequado e variado.

3

Suf.

Trata o tema proposto, embora apresente alguns desvios

Produz um discurso globalmente coerente, apesar de algumas ambiguidades evidentes

Define uma ideia/ um ponto de vista, eventualmente com lacunas que não afetam, porém, a inteligibilidade

Redige um texto pouco estruturado

Marca parágrafos, mas com falhas

Utiliza apenas os conectores e os mecanismos de coesão textual mais comuns embora sem incorreções graves

Mobiliza um repertório lexical adequado, mas pouco variado.

2

Insuf.

Trata globalmente o tema, mas com desvios notórios.

Define uma ideia/um ponto de vista identificável, mas de forma confusa;

Redige um texto com deficiências de estrutura, evidenciando um domínio insuficiente dos mecanismos de coesão textual

Marca parágrafos, mas com incorreções de alguma gravidade

Utiliza de forma escassa e/ou deficiente os conectores

Utiliza um vocabulário comum, com algumas impropriedades

1

Muito Fraco

Desvia-se do tema

Não define uma ideia/um ponto de vista identificável

Redige um texto de estrutura deficiente, evidenciando um domínio muito insuficiente dos mecanismos de coesão textual

Utiliza vocabulário elementar e restrito e/ou inadequado.
 
Correção Linguística
Desvalorização de 1 ponto:
- Erro inequívoco de pontuação.
- Erro de ortografia (incluindo erro de acentuação, uso indevido de letra minúscula ou de letra maiúscula inicial e erro de translineação).
- Erro de morfologia.
- Incumprimento das regras de citação de texto ou de referência a título de uma obra.
Desvalorização de 2 pontos:
- Erro de sintaxe.
- Impropriedade lexical.


24 outubro 2012

Textos sobre as Reflexões do Poeta

 
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Foto The Observer


Canto VI d’Os Lusíadas
Logo nos primeiros quatro versos da estrofe 95 é esclarecida a motivação subjacente a esta reflexão: “Como deve o heroi alcançar a glória?”.

Luís Vaz de Camões começa por enumerar vários aspetos negativos fazendo uso do advérbio de negação “não”, repetindo-o 6 vezes ao longo das estrofes 95 e 96. O uso desta figura de estilo, a anáfora, constitui uma estratégia argumentativa levada a cabo pelo poeta a fim de clarificar as ações, regras e atitudes não dignas da fama. Camões revela a genealogia como um elemento insuficiente para alcançar o estatuto de heroi – “Não encostados sempre nos antigos/Troncos nobres de seus antecessores;” –, obstando a norma atual na época. Ainda, o acesso ao heroísmo é negado quando este é tomado pela via da ociosidade, do conforto e do bem-estar – “Não cos passeios moles e ouciosos,/Não cos vários deleites e infinitos,”.

A estrofe 97 introduz a conjunção adversativa - «mas», que contrapõe as críticas lançadas nas estâncias anteriores a novos exemplos do que deve ser feito para alcançar "honras próprias suas". O poeta releva ações marcadas pelo sofrimento, pelo esforço, pela coragem, pelas atividades bélicas e marinhas – “Vigiando e vestindo o forjado aço,/Sofrendo tempestades e ondas cruas,” –, as quais o escritor considera merecedoras da fama. Profere a advertência de que "as honras e o dinheiro" resultado da sorte («ventura») serão desprezados pelo verdadeiro heroi. Isto porque o sofrimento e o esforço fazem com que o Homem dê mais valor à vida e despreze as honras e a riqueza pelas quais não lutou – “Desprezador das honras e dinheiro,/Das honras e dinheiro que a ventura/Forjou, e não virtude justa e dura.”. As conquistas, que são do heroi por direito próprio, são conquistadas pela sua virtude – “Mas com buscar, co seu forçoso braço,/As honras que ele chame próprias suas;”.

Podemos extrair da estrofe 99 que um eventual heroi terá a recompensa pelo seu valor, graças à experiência dos perigos por que passou.


Emanuel Antunes 12ºA
Luís Gonçalo Gomes 12ºA

25 Outubro, 2011 17:11

Nota sobre a imagem: A foto mostra uma cadela Doberman lambendo um bombeiro, exausto, que tinha acabado de salvá-la de um incêndio. Um fotógrafo do jornal "The Observer"captou a imagem.




 


"Os Lusíadas" - canto VII, 96, 98 e 99

A reflexão do poeta baseia-se no poder que o dinheiro pode alcançar sobre o homem. A estrofe 96 inicia-se falando dos descobrimentos ("naus") que simbolizavam a fonte de riqueza daquela época; defende-se a ideia de que o dinheiro é inimigo tanto dos ricos como dos pobres, pois "a tudo nos obriga".
Na estrofe 98 do mesmo canto diz-se que o dinheiro trasforma amigos em traidores ("faz tredores e falsos os amigos"), corrompe pessoas de caráter nobre, mulheres ("corrompre virginais purezas") e, na guerra, promove a traição ("entrega Capitães aos inimigos"); corrompe a ciência, a moralidade e consciência.
Na estrofe 99, o poeta transmite a ideia de que o dinheiro altera a interpretação dos textos de acordo com a conveniência, tem interferência nas leis e favorece a mentira ("os perjúrios") e a tirania ("tiranos torna os reis"); até o clero("até os que só a Deus omnipotente/ Se dedicam").
Em síntese: o dinheiro «corrompe» e «ilude», de forma enganadora, pois é «encantador» e apresenta-se com cor/aspeto de «virtude».

Sebastião Pinheiro nº 19
Rui Mendonça nº 16
24 Outubro, 2011 11:51


tredor - o mesmo que traidor.

Imagem em: contasabertas.uol.com.br

16 outubro 2012

A resposta de Vasco da Gama

Vós, velho, de aspecto respeitável com sabedoria resultante da experiência de vida, dizeis palavras acertadas, mas devereis aceitar esta nova aventura incerta de um povo que da Ocidental Praia Lusitana parte, em busca de honra e gloria para o nosso Reino.

Ó velho, que condenais o envolvimento deste povo na aventura marítima que se adivinha, chamando a nossa ânsia de expandir horizontes uma vã cobiça, uma vaidade, ouvi: digo que na verdade não se trata de uma simples inveja, mas de uma vontade de partir em descoberta, para dar novos mundos ao mundo.

 Dizeis ainda que esta viagem trará mortes, crueldade e desamparo das famílias, adultérios e desastres para os embarcantes. Com certeza tereis razão no que dizeis, e eu, como ser humano que sou, não dou valor ao desprezo pela vida. Mas este povo está disposto a enfrentar os mais difíceis obstáculos e a suportar os mais duros sacrifícios para conseguir o seu objectivo, e esta viagem não trará apenas tormentas, visto que representa uma nova oportunidade de comércio e também uma oportunidade para dar a conhecer a história deste povo Lusitano, que em guerras e batalhas sempre venceu, mantendo a honra de ser Português.

 Como capitão da embarcação e tomando o meu lado de liderança, decidirei embarcar nesta grande aventura do povo Português e prometerei que eu e meus homens chegaremos a terras desconhecidas, que nunca ninguém pisou e esta aventura marítima ficará na História como o maior feito dos Portugueses.
Gravura da Chegada à Índia

Claudia Estevão,Jessica Neto, Catarina Valentim, Eliana Janeiro

O capitão Gama toma a palavra contra o Velho

Meu caro e venerando senhor,

Já que tantas crÍticas nos dirigis, permiti-me agora expressar o meu ponto de vista relativamente à nossa partida.

Embora possamos, tal como referis, alcançar fama e glória, com esta nossa viagem, a verdade é que pretendemos alcançar novas terras e com isto espalhar o cristianismo, enriquecer a cultura, através dos contactos sociais que estabeleceremos e dos produtos que destas terras iremos trazer.
Sabemos que com esta partida, muito sofrimento causaremos aos que aqui permanecem, mas um valor mais alto se alevanta, o amor à pátria.
 
Assim tentaremos sempre servir a nossa nação. Ainda que nos cause sofrimento e dor estamos dispostos a fazer este sacrifício e  estes enormes riscos, que nos poderão levar à morte, a fim de servir sempre as velhas terras desta grande Lusitânia.
Permiti-me dar-vos razão no que diz respeito aos inimigos perto da fronteira. No entanto, não nos interessa combater mas manter a paz entre os povos, levando o cristianismo de forma pacífica. Relativamente ao facto de considerardes que eu mostro desprezo pela vida e que a ponho em risco declaro que não é esse o meu objetivo, mas sim aproveitá-lo ao máximo, dedicando-a ao serviço do povo para quando subir ao eterno temp[l]o ir com o sentimento de missão cumprida.
E pensais, senhor que isto não passa de uma fantasia?
 
Provar-vos-ei a vós e a todos os que se opõem a esta nossa partida que os nossos objetivos são alcançáveis e que o risco poderá valer a pena, se com ele escrevermos uma página na história.


12ºA Bruno Gomes, Laura Antunes, Ana Marta Cunha, Mariana Antunes, Sandra Ferreira




GRAMÁTICA:

VERBOS PORTUGUESES CONJUGADOS

EXERCÍCIOS COM PRONOMES

15 outubro 2012

Texto argumentativo (revisões)

 
Características essenciais do texto argumentativo:

Ø O texto é concebido de forma a convencer ou a persuadir.
Ø A tese defendida deve ser claramente identificada pelo destinatário.
Ø O texto deve usar um registo adequado à situação, ao destinatário e ao tema
Ø Os argumentos utilizados devem ser diversificados quanto ao tipo: Universais / Proverbiais / Experiência pessoal/ Históricos / Exemplares / Científicos (consulta texto de apoio, no manual

Estrutura do texto argumentativo (escrito; a oralidade supõe outros aspectos)

Ø O texto argumentativo deve começar por uma introdução, normalmente contida num só parágrafo; segue-se o desenvolvimento, em parágrafos, com os respetivos argumentos e contra-argumentos, seguidos de exemplos; finalmente, uma conclusão, de parágrafo único, que retoma a afirmação inicial provada ou contrariada.

Ø Os vários parágrafos devem estar encadeados uns nos outros pelos articuladores do discurso ou conectores lógicos (Ex: tempo passado-presente, causa-efeito-consequência, hipótese-solução, etc.).

Ø Tem de se escolher previamente, no plano, qual a lógica interna a seguir: é essa escolha que determina os conectores a usar; quem escreve tem de ter domínio sobre o texto e o seu encadeamento/ desenvolvimento.


Estrutura: TESE – PREMISSA – ARGUMENTOS - CONCLUSÃO
- Indicação do tema ou objecto de argumentação.
- Formulação da tese defendida
- Demonstração, por meios de argumentos, de que é verdadeira.
- Conclusão (tenta-se convencer ou persuadir)
Ou
- Formulação da tese que se quer refutar.
- Consideração do ponto de vista contrário.
- Refutação por meio de contra-argumentos.
- Conclusão por ridicularização/diminuição da tese refutada (por ex. através da ironia) ou por meio de reafirmação da razão da tese defendida


Será a literatura um passatempo? Uma forma de ver o mundo? De olhar as diferenças? Sim, a literatura é realmente todas esta coisas, mas é também uma história, quer seja essa real ou imaginária, onde saímos de nós próprios e nos tornamos a própria personagem com a sua personalidade mesmo que essa seja totalmente diferente da nossa: nós podemos ser fortes e seguros e a personagem ser frágil e insegura, ou até mesmo cruel e assim torna-se possivel perceberque todas as personagens são diferentes e têm formas diferentes de atuar perante as mesmas situações, tornando-as assim especias, tal como as pessoas. Por existir este peralelismo é que a literatura é realmente importante contra a rotina que afeta as relações. Vemos assim que as ideias nem sempre são as mesmas mas que irá ser isso que nos desenvolverá a mente, a inteligência e a relação com as pessoas devido à possibilidade de troca e discussão de opiniões.
Pelo contrário, muitos jovens levam este tema levianamente, pois apenas leem por obrigação. No entanto, sendo todos eles a geração futura, é necessário que tenham espírito crítico e não se conformem, pois a evolução depende deles. Apenas pessoas cultas e seguras de si conseguem essa evolução, este abrir de horizontes e de libertação.
Deste modo, se não não fosse a insatisfação e a rebeldia da literarura provavelmente ainda hoje estaríamos na era primitiva, salientando-se a sua extrema importância na renovação da mentalidade das gerações. Sobretudo é promotora da imaginação e do desenvolvimento intelectual, afetivo e crítico. Dá-nos a possibilidade de ser mais livres, pois a nossa imaginação não tem limites.

(266 palavras)
Inês Pereira nº11
Jéssica Gomes nº12
João Silva nº15
Mariana Freitas nº19
12ºB