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28 dezembro 2008

Filme "Master and Commander"


Em "Master and Commander - O lado Longínquo do Mundo", vemos uma grande união entre os tripulantes da embarcação Surprise. Estes têm uma missão, que é a de encontrar o navio Francês Acheron, e derrotá-lo. Para tal, ultrapassam vários osbstáculos dos quais uma grande emboscada, que deixa o navio muito danificado.


Jack Aubrey, Capitão, leva a sua embarcação para as ilhas Galápagos a fim de encontrar Acheron. Nestas ilhas há vários espécies de animais e plantas que o Dr. Marutin sonha em estudar. Este sonho é deixado para trás porque o famoso navio Acheron aparece e Jack tenta fazer-lhe uma emboscada, e consegue. A missão é rapidamente concluida, com a derrota de Acheron. Jack é enganado, pensando que o Capitão deste navio está morto, mas no fundo estás bem vivo e dentro da embarcação Acheron que se dirigue para Valparaiso.


Este filme tem como género a Aventura e o Drama (ver "slideshow"); é um filme de carácter sério, porque mostra muitas das vivências daquela época. Para mim que o vizualizei, acho que é muito interessante, e para quem gosta da História do início do Séc. XIX, é muito incentivante.Tem como actores Russel Crowe (na personagem principal) e como secundárias Paul Bettany, Billy Boyd, entre outros.


Fernando Martins, 12ºPTG
13 Novembro, 2008 17:07

21 dezembro 2008

O Ilusionista (crítica)

"O Ilusionista" (ver) realizado por Neil Burger, é um filme dramático. Edward (personagem desempenhada por Edward Norton)conhece um mágico e nesse mesmo dia conhece Sophie, por quem mais tarde se apaixona. Edward e Sophie começam a encontrar-se às escondidas mas, devido às desigualdades sociais, os pais de Sophie acabam por separá-los. Desgostoso, Edward foge de casa e viaja por vários países.

Quinze anos mais tarde, Edward volta a Viena onde começa a dar espectáculos no teatro. O seu espectáculo tem grande adesão e no segundo dia o Conde Leopold e a sua noiva vão assistir. Durante o espectáculo, Edward chama um voluntário; quem se oferece é Sophie e Edward reconhece-a. Os dois começam a encontrar-se em segredo e, como ainda se amavam, Sophie diz a Edward que vai deixar o Conde Leopold para fugir com ele.


Quando Sophie diz a Leopold que o quer deixar, este vai atrás dela até à cavalariça onde a assassina. Edward encontra o corpo de Sophie num pequeno lago. Depois disto, Edward, compra um teatro e inicia os seus espectáculos; nestes faz aparecer pessoas, que os espectadores pensam ser a alma dos mortos.


No final (ver vídeo), o Conde Leopold suicida-se por estar a ser incriminado pela morte de Sophie e o inspector Walter consegue "juntar as peças do puzzle"e percebe que a morte de Sophie foi uma encenação e que tudo não passou de uma ilusão. Edward e Sophie vão viver juntos para o campo.


O filme reflecte sobre o amor entre duas pessoas de classes sociais diferentes e sobre a magia. Aconselho vivamente as pessoas a verem este filme, pois mistura o drama de um amor proibido com a magia.

12ºPTG, Eliana Santos

18 Novembro, 2008 19:00

"Golpe no Paraíso" (After the Sunset) é um filme de acção que mostra momentos cómicos e de grande humor. Este filme (ver vídeo) inicia-se, onde muitos terminam, com uma parceria de ladrões (Max e Lola - uma relação de amor) que roubam dois dos três diamantes de Napoleão. Simultaneamente decidem reformar-se e ir viver para a tranquilidade de uma ilha paradísiaca das Bahamas (ver vídeo - parte II).

Daí que Stan, o agente do FBI, decida seguir Max, não acreditando na sua reforma, visto que, por coincidência, chega às Bahamas num cruzeiro o terceiro diamante de Napoleão. Por tudo isto, Max decide elaborar um plano para roubar o terceiro diamante (Napoleão III),determinando para si um álibi inquestionável.

No final do filme, Max consegue roubar o diamante sem ser incriminado, mas Stan - que o persegue há sete anos - rouba-lhe o diamante, ficando bem na vida. Ainda assim, Max fica feliz na mesma por ter o amor de Lola.

Na minha opinião este filme está fantástico porque começa com muita acção e ao longo da narrativa acontecem promenores excelentes que determinam a acção seguinte. A meu ver muitas pessoas devem gostar deste filme porque no seu desenrolar se conciliam acção, comédia e romantismo, e por tudo isto o filme torna-se imprevisível. De modo que recomendo a visualização deste filme, por todos os motivos já referidos e pelo facto de um dos actores principais ser o Pierce Brosnan, mais conhecido por ter desempenhado "James Bond".

Liliana, 12ºPTG
15 Novembro, 2008 14:39

Crítica do filme SIMONE


"Simone"realizado por Andrew Niccol é um filme crítico. Viktor Taransky (o actor Al Pacino), uma das personagens principais, é um realizador que no início do filme perde a sua actriz e fica desesperado, sendo despedido por Elaine (ex-mulher) que é a presidente dos estúdios.

Posteriormente conhece Hank, que lhe dá a ideia de criar uma actriz virtual (ver vídeo); Viktor segue o conselho e cria Simone (actriz virtual, inteiramente concebida com um programa de computador). Ele começa a ter sucesso nos filmes com Simone.
As pessoas estão espantadas com a beleza da actriz e Viktor decide fazer uma montagens para que ela apareça em entrevistas e espectáculos para ninguém desconfiar de nada. A sua ex-mulher começa a ficar com ciúmes e ele decide acabar com Simone, destruindo tudo o que tem no computador sobre a actriz, e anúncia a morte de Simone. Mas as pessoas culpam-no e é preso. Elaine encontra provas de como Simone era "falsa" e faz uma montagem para uma entrevista para atestar como Simone está "viva". Viktor é, então, ilibado.


O filme reflecte sobre a realidade virtual e também sobre o que as pessoas fazem para atingirem os seus objectivos, mentindo a todos e a tudo. Aconselho as pessoas a verem este filme, porque é um filme interessante e só conseguem de parar de o ver quando se chegar mesmo ao fim.
Rafaela, 12PTG
13 Novembro, 2008 17:06

13 novembro 2008

Filmes para todos os gostos



Iniciamos hoje a publicação de textos de opinião sobre vários filmes, de diferentes géneros e temáticas.


O trabalho enquadra-se no Contrato de Leitura, neste caso de uma narrativa fílmica. Vimos que as histórias contadas em cinema têm características próprias, porque possuem a força das imagens a juntar à das palavras e vivem muito do trabalho dos actores que encarnam as personagens.

10 novembro 2008

Exposição dos textos sobre A INFÂNCIA



À minha querida mãe

"Eis-me aqui em Portugal

Nas terras onde nasci

Por muito que goste delas

Ainda gosto mais de ti..."

Fernando Pessoa, 1895 (o seu primeiro poema conhecido)


Lembro que durante a FEIRA DO LIVRO DO SÓTÃO - 13 e 14 de Novembro - no Átrio da escola decorrerá uma EXPOSIÇÃO de trabalhos de várias turmas, onde se incluirão os vossos textos sobre o tema da infância, motivados pela poesia de Fernando Pessoa.


«(...) De vez em quando relembro a minha infância: em breves flashes, como se momentos da minha vida ficassem garvados em pequenos slides, que me vêm à memória uns atrás dos outros em focos completamente distintos, de forma desorganizada. (...)

Das histórias de que me recordo, penso que era um puto rebelde e que vivia cada dia como uma aventura»

B. Rodrigues

12ºPTG

Imagem do poema de Fernando Pessoa: http://junisaraiva.blogspot.com/2006/02/minha-querida-me.html , acedido em 10 de Novembro de 2008

29 outubro 2008

Os Lusíadas

Para apoiar, para já, os colegas do 12º TPG, aqui ficam textos, vídeos, ligações úteis e sínteses para aprender mais sobre a História de Portugal e enquadrar Os Lusíadas na época em que foram escritos.
*****
Luís de Camões, Os Lusíadas (consulta a obra integral)

A obra é publicada em 1572. Consulta a 1ª. edição.

Inicialmente Os Lusíadas não foram alvo da censura do Santo Ofício. O Parecer do Censor do Santo Ofício é, aliás, conhecido pelo interesse dos argumentos apresentados. Consulta-o.



A grande viagem épica
"Ainda hoje podemos reviver o quotidiano de bordo da carreira da Índia, através da descritiva relação de Álvaro Velho, mas também de outros importantes roteiros, ou ainda de detalhadas cartas, redigidas pelos missionários aos seus superiores.

É muito interessante recordar, hoje, com que indescritíveis dificuldades era feita essa longa e penosa viagem para a Índia.
Imaginemos as dramáticas cenas da despedida, (...) depois da missa e da procissão até à praia do Restelo. Seguia-se o embarque de cerca de cinco centenas de tripulantes e passageiros em cada nau, ancoradas na foz do Tejo, devidamente apetrechadas e engalanadas com a Cruz de Cristo nas velas desfraldadas. Depois, à medida que a armada se afastava, era o adeus definitivo à terra pátria e o início da viagem para o perigo e o desconhecido.

Em seguida, iniciava-se uma dura e arriscadíssima viagem. Tendo partido de Lisboa pela Primavera, e conforme as condições atmosféricas, só chegavam a Goa lá para o fim do ano. As dificuldades ou provações eram incontáveis: fome, sede, frio, calor, desconforto, promiscuidade, doenças, intempéries, ataques de piratas, naufrágios, etc..

[...] Os navegantes enfrentavam ora o tórrido calor equatorial, ora o gélido frio do sul, chegando a nevar nas embarcações. Noutros momentos, eram surpreendidos por atemorizadores fenómenos naturais ou perigosas coisas do mar, como o fogo de Santelmo ou a tromba marítima; ou ainda por terríveis tempestades e prolongadas calmarias equatoriais: Sofrendo tempestades e ondas cruas,/ Vencendo os torpes frios no regaço/ Do Sul, e regiões de abrigo nuas,/ Engolindo o corrupto mantimento/ Temperado com um árduo sofrimento.


Como descreve Camões, que também viveu essa viagem, um dos grandes problemas era a comida e a bebida, pois durante a viagem os racionados géneros alimentares degradavam-se, ou escasseava a preciosa água potável. Para minorar estas privações, as naus aportavam em alguns lugares para fazer a aguada. Como se não bastasse, apareciam as epidemias e o temível mal das gengivas, o escorbuto, a doença crua e feia.

Além dos actos de culto religioso quotidiano, para obviar à dureza da vida a bordo e à monotonia dos infindáveis dias, tinham lugar algumas distracções, como jogos, representações teatrais (comédias e autos religiosos), e até fingidas corridas de touros.

Foi esta heróica Viagem para a Índia, símbolo maior da nossa aventura marítima, que Camões celebrou n'Os Lusíadas como o ponto culminante de toda a História portuguesa. Com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, esta gente ousada unia o Atlântico e o Índico, o Ocidente e o Oriente, a Europa e a Ásia. Ultrapassando medos e perigos vários, o Homem desmistificava o Mar Tenebroso. Os portugueses elevavam-se assim à categoria de heróis lendários, dando um passo de gigante na Expansão ultramarina e abrindo novos mundos ao Mundo."

TEXTO: J. Cândido Martins (Universidade Católica Portuguesa – Braga. Sítio da Universidade do Minho), acedido em 28 de Janeiro de 2008, em: http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/letras/candid02.htm
IMAGEM: Nau S. Gabriel da primeira armada de Vasco da Gama, navegando com o vento na popa. Em http://www.marinha.pt/


Uma vez que nem sempre os acontecimentos da nossa história estão tão frescos na memória quanto gostaríamos, aqui ficam algumas datas e factos para ajudar a situar Camões e os acontecimentos principais de Os Lusíadas. Para saber mais consulta a tabela de reis, rainhas e presidentes de Portugal.

CRONOLOGIA
1495 Out.27 D. Manuel é aclamado e jurado rei em Alcácer do Sal.
1496 Disposição régia ordenando a expulsão dos judeus e mouros que não quisessem baptizar-se.
1497 Julho - A armada de Vasco da Gama sai de Lisboa a caminho da Índia.
1498 Maio - Vasco da Gama chega a Calecut.
Agosto - Vasco da Gama inicia a viagem de regresso a Lisboa.
1499 Agosto - Vasco da Gama chega a Lisboa.
1500 Abr.24 Pedro Alvares Cabral desembarca no Brasil.
1501 Expedição de reconhecimento ao Brasil.
Introdução do milho em Portugal.
É lançada a primeira pedra do Mosteiro dos Jerónimos.
1503-1504 Referências a navios franceses de comércio e de corso no Brasil.
1505-1508 Duarte Pacheco Pereira, Esmeraldo de Situ Orbis.
1506 Movimentações antijudaicas em Lisboa (cerca de 3000 mortos).
Gil Vicente, Auto da Índia.
1514-1516 Mercadores portugueses comerciam na China.
Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno.
1519 Set. A armada de Fernão de Magalhães inicia a primeira viagem de circum-navegação.
1521 Morre D. Manuel I.
Início do reinado de D. João III.
1524 Nomeação de Vasco da Gama como vice-rei da Índia.
Dez.24 Morre Vasco da Gama.
Ano provável do nascimento de Luís de Camões.

In: António Moreira, Alcino Pedrosa – As grandes datas da História de Portugal.
Lisboa: Editorial Notícias, 1993.


Vasco da Gama ouvindo o piloto oriental
1907/1908, óleo sobre tela, 238 x 198 cm
Sala Infante D. Henrique, Museu Militar, Lisboa

D. Manuel confirmaria Vasco da Gama como capitão-mor a 7 de Julho de 1497, nas Cortes de Montemor.
No dia seguinte, partia de Lisboa a frota para a expedição inaugural à Índia, constituída por: nau capitânia S. Gabriel; S. Rafael (comandada por Paulo da Gama); e Bérrio (Nicolau Coelho); com Gonçalo Nunes a comandar um navio de mantimentos.

Atingiria as ilhas de Cabo Verde a 27 de Julho, após o que a frota faria uma longa inflexão em arco, para Sudoeste, afastando-se da costa africana, antes de chegar a Santa Helena (a 8 de Novembro); o Cabo da Boa Esperança seria dobrado a 18 de Novembro de 1497.

Depois da passagem por Moçambique (no início de Março de 1498), Mombaça e Melinde (Abril) – onde foi contratado um piloto muçulmano, conhecedor das rotas de navegação no Índico –, a frota comandada por Vasco da Gama atingiria a Índia (Calecute) a 20 de Maio de 1498. Regressaria a Lisboa, onde foi recebido em triunfo, no final de Agosto, já depois de o seu irmão ter entretanto falecido em escala nos Açores.
Partiria para a Índia pela segunda vez a 10 de Fevereiro de 1502, liderando uma poderosa armada, de 20 navios; viria a instalar duas feitorias em Cochim e Cananor, assim inaugurando o império português no Oriente. Regressaria ao Reino, chegando a Lisboa a 10 de Novembro de 1503.
Como recompensa pelos seus feitos, Vasco da Gama receberia em doação real a vila de Sines, para além de uma tença anual de trezentos mil réis. Em 1519, ser-lhe-ia ainda atribuído o título de Conde da Vidigueira.

Já sob as ordens do Rei D. João III, empreenderia ainda uma terceira expedição à Índia, agora na qualidade de (segundo) Vice-Rei da Índia, partindo a 9 de Abril de 1524.

Idoso e enfermo, viria a falecer em Cochim, na Índia, três meses depois da chegada, a 25 de Dezembro de 1524, onde começaria por ser sepultado. Depois de transladado para Vidigueira, repousa – desde o século XIX – no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Bibliografia consultada
- “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004). Acedido em 23 de Janeiro de 2008 em
http://www.vidaslusofonas.pt


E tu?

  • Pensas que é importante conhecer estas figuras, estes factos, este texto?

  • Achas que a escola os dá a conhecer capazmente?

  • Consideras este período dos Descobrimentos uma época gloriosa ou o início duma longa decadência?

  • Pensas que algumas das críticas feitas por Camões ainda têm actualidade? Quais?
  • Consegues rever-te no retrato de Português amoroso, destemido, aventureiro? Ou achas que temos mais o lado materialista, invejoso e pouco dado às artes que Camões também denuncia?

    Depois do estudo de Os Lusíadas (finais dos cantos), publica um Comentário sobre um destes pontos.

10 outubro 2008

A minha infância

Vamos publicando, aos poucos, alguns excertos dos textos criados pelos colegas do 12º PTG e 12º A, motivados pelo tema da infância em Fernando Pessoa.
Potsdam, 2007
«No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma»
Álvaro de Campos

A minha infância

«(...) Tive uma infância agradável, mas também com momentos tristes e dolorosos. Era uma criança, não me apercebia de nada, estava ali apenas para brincar, sorrir, tentar viver como outra criança qualquer da minha idade; mas lá no fundo sentia que se passava algo. Ainda eu não tinha dois anos quando o meu pai faleceu e seis quando a minha mãe faleceu também. A minha avó tem sido um grande apoio, um grande refúgio. (...)

Muitas histórias se passaram, muitas recordações ficaram na memória, em albúns de fotografias, boas e más, é certo, mas todas com importância.(...) »
C. Macedo
12ºPTG
Pobre velha música!
Não sei por que agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.
Recordo outro ouvir-te,
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.

Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.
Fernando Pessoa


«Poucas são as memórias da infância, mas as que mais me marcaram têm um grande peso nos dias de hoje. O meu primeiro dia de aulas não é o momento de que me recordo mais, nem o primeiro contacto com os colegas, mas, sem dúvida, foi bastante importante pois foi aí que conheci os meus amigos, com quem cresci, que me ajudaram a passar algumas fases menos boas da infância e que ainda hoje me acompanham.

Uma dessas grandes recordações foi o nascimento do meu irmão. Lembro-me perfeitamente de o meu pai chegar ao pé de mim e dizer com a maior das felicidades que o meu irmõa já tinha nascido - com cinco anos, era a coisa que eu mais queria.

Sendo neta de um acordionista, filha de músicos amadores e rodeada de família também com este passatempo, aos sete anos iniciei a aprendizagem. A música "está-me no sangue"(...) Dá para descansar, libertar a raiva quando se a sente...e neste anos todos tenho vindo a gostar cada vez mais.(...)Há dias em que acho que foi das melhores coisas que me aconteceram.

Por outro lado, nesse mesmo ano, uma notícia abalou a minha família. Essa afectou-me muito e ainda me afecta: lembro-me perfeitamente daquela segunda-feira em que recebi a notícia de um acidente trágico, em que a vítima era o meu padrinho. Tinha 23 anos e a perda abalou muito a nossa família. (...)Outro dos momentos marcantes da minha infância aconteceu tinha eu 10 anos: foi o aparecimento de um cancro no meu pai. Nessa altura não tive a noção do que realmente se passou, mas hoje, em cada conversa que tenho com o meu pai sobre isso, é mais um bocadinho que cresço e me apercebo de quão curta a vida é.
Não me recordo de mais nenhum episódio marcante; todos eles serviram para eu me preparar para esta juventude, que também já está a passar, e para perceber que a vida não é só um sonho.»
J.B.Severiano

12ºPTG


Berlim, 2007

06 outubro 2008

12º ano - Que farei com este espaço?

Aos 12º A, 12º H e 12º TPG

Bem vindos a este espaço de estudo, reflexão e partilha. Tal como foi referido em aula, aqui vão poder:


  1. Consultar sítios fiáveis de:
  • apoio ao estudo das obras e dos autores do programa

  • conteúdos e esclarecimento de dúvidas sobre a língua portuguesa e a sua gramática

  • textos e vídeos de reflexão/divulgação sobre temas da actualidade, boa fonte de informação para preparar exposições/reflexões/textos críticos/textos argumentativos...

  • informação sobre exames, projectos (Plano Nacional de Leitura, por exemplo), livros e outros relacionados com o ensino secundário

2. Receber/seguir instruções e realizar exercícios sobre a matéria em estudo


3. Publicar e ler textos (ou ver fotografias ou vídeos) de diferentes naturezas - reflexões sobre temas, críticas de livros ou artigos, textos criativos, exposições, debate de temas polémicos, resultados de oficinas de escrita, por exemplo. A única condição é estarem relacionados com os objectivos e conteúdos do programa.


Aqui deixo para já alguns dos sítios mais úteis ao longo de todo o ano:
Autores portugueses e correntes literárias a que estão associados
INSTITUTO CAMÕES - Autores, questões linguísticas e gramaticais, cultura
Espero que este espaço - concebido para apoiar as aulas, facilitar o estudo em casa e divulgar os vossos trabalhos - vos seja útil.
Bom ano. Bom trabalho.
A professora de Português
Mª Noémia C. Santos

27 setembro 2008

Boas-vindas ao 12º


Fernando Pessoa pintado por Costa Pinheiro
Um Bom Ano para todos os alunos do 12º ano das turmas A, H e TPG.
O programa já o têm. Aqui fica apenas uma referência aos autores e obras que estudaremos este ano, com algumas ligações que poderão ser úteis. A sequência é a da sua abordagem em aula, de acordo com a planificação que registaram.

São poetas, romancistas, dramaturgos - homens que pensaram e sentiram o seu tempo e as dores, alegrias e dúvidas de todos os tempos.
Imagens de Fernando Pessoa





Camões na prisão. Uma das poucas imagens coevas.

José Saramago

Memorial do Convento (Terão de comprar o livro; entretanto podem ir lendo aqui uns capítulos)


Este autor tem um modo muito próprio e activo de intervir na realidade. Aqui ficam algumas frases suas e um vídeo com declarações que poderão apreciar e comentar.


"As próprias imagens que nos mostram da realidade, de certa maneira substituem a realidade."
Vídeo de Saramago


"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas."

"Sempre chega a hora em que descobrimos que sabíamos muito mais do que antes julgávamos"







17 junho 2008

"Reflexões do Poeta - Camões, uma voz crítica"


Lembram-se deste título? Era o de uma das nossas edições sobre Os Lusíadas (Janeiro e Fevereiro). Espero que a prova tenha corrido bem. Sem surpresas, saiu Camões.
Enquanto não chega a correcção (consulta aqui o sítio do GAVE ), relembro alguns dos conteúdos desse dia. Há mais, lá para trás.


Camões - em Os Lusíadas, como Fernando Pessoa, em Mensagem, apresentam uma visão sacrificial da heroicidade: para ser grande, para vencer as limitações do "fraco humano" é necessário lutar, esforçar-se, enfrentar os medos, ousar, apesar de sermos "bicho da terra tão pequeno".

Deixo, em destaque, mais dois dos textos realizados pelos colegas.

RESPOSTA AO VELHO DO RESTELO

Ó sábio senhor, tudo o que dizeis terá o seu fundo de verdade. Porém, não terão valido a pena os perigos que enfrentámos, para todo o conhecimento e glória alcançados até hoje?
Meu venerando senhor ... A busca da sabedoria e de novos mundos é uma causa nobre. Foram o sonho e a coragem de concretizá-lo que moveram o Homem ao longo dos séculos e continuarão a guiá-lo pelos tempos vindouros. Foi com esses valores que se conseguiram grandes feitos e é graças a eles que há hoje civilização. Se, aliás, estes não existissem, não estaríamos agora a ter esta discussão, pois nem a própria língua existiria.Como todos sabemos a morte é a única certeza que temos, logo por que não fazer com que a vida tenha algum sentido? Porquê ficar parado à espera que a morte venha? Tudo o que temos hoje, todos os grandes feitos ao longo da História devem-se a homens com um espírito sonhador, curioso e corajoso, e de aventura e de luta pela busca de novos mundos e novas artes e engenho. Porque a História fez-se com riscos, que podemos dizer hoje que valeram a pena, assim como o mesmo dirão, dos que enfrentaremos, as gerações vindouras.

Inês, André e Carlos 12ºH
21 Fevereiro, 2008 16:11


As estrofes 96,97,98 e 99 do canto VIII estão incluídas no plano do poeta. Estas estrofes têm uma forte intenção crítica e fazem referência ao poder do dinheiro na vida das pessoas. O poeta diz que o dinheiro transforma os indivíduos ("Quanto no rico, assi como no pobre, /Pode o vil interesse e sede immiga/Do dinheiro, que a tudo nos obriga."estrofe 96 verso 6-8), que desde a antiguidade já se traía pelo dinheiro (" A Polidoro mata o Rei Treício, /Só por ficar senhor do grão tesouro; /Entra, pelo fortissimo edifício," estrofe 97 v. 1-3), faz esquecer o amor à pátria e aos amigos (" Faz tradores e falsos os amigos;(...) /E entrega capitães aos inimigos;" estrofe 98 v. 2 e 4), muda a justiça ("...este faz e desfaz leis;" estrofe 99 v. 2).
Este tema encontra-se actual, pois nos dias de hoje tudo se faz pelo dinheiro: na justiça o dinheiro paga as cauções, serve para fazer subornos, colocando os interesses pessoais acima de tudo e todos. O dinheiro apesar de ser necessário à sobrevivência também cria corrupção e muda as pessoas maioritariamente pela negativa.

Diogo Jorge

Diogo Bessa

IvoRodrigo

12ºB, 30 Janeiro, 2008 20:45

15 junho 2008

"Sair do sofá"

Hoje em dia pode fazer-se quase tudo, senão mesmo tudo, sem se sair da casa, desde encomendar comida, a pagar os impostos, passando pelas encomendas por catálogo, tanto de roupa como de outros bens. Isto vai influenciar o estilo de vida doméstico das pessoas pois, se há menos necessidade de tratar de certos assuntos na rua, o tempo que se passa em casa aumenta e passa a haver uma maior preocupação com os espaços interiores, de modo a tornar o tempo que se passa em casa mais agradável. O avanço da tecnologia é um factor extremamente relevante nesta tendência. Mas não é só este tipo de avanços e modernizações que influencia este estilo de vida. As televisões, os computadores, as consolas, os telemóveis, não passam de entretenimento fácil e acessível à distância dum dedo. Tornámo-nos autênticos sedentários, sendo o único tipo de exercício que fazemos o de ir à casa de banho.

É importante lembrar que o ser humano é um animal feito para socializar, conviver e viver em grupo. Não nos podemos esquecer que existe vida para além das quatro paredes que nos rodeiam, mesmo que essas tenham sido estilizadas por algum designer famoso. Não digo que devemos descurar o ambiente privado, afinal, uma pessoa deve sentir-se bem na sua casa, mas não faz mal nenhum sair desse sofá extremamente confortável para ir apanhar ar numa cadeira (não menos confortável) duma esplanada com um ou dois amigos ou simplesmente dar uma volta bem acompanhado.


Ana Catarina12ºH
13 Junho, 2008 01:12

Diálogo Intercultural

Diálogo intercultural: necessidade ou miragem?

Actualmente, poucos são aqueles que não sabem, pelo menos, duas línguas, nomeadamente a sua língua materna e inglês e muitos procuram alargar os seus horizontes, aprendendo francês, espanhol, mandarim, etc. Tudo isto porque, cada vez mais, a mobilidade é maior e nos vamos dando conta da importância do diálogo intercultural, da ligação entre culturas.

O diálogo intercultural permite relações de cooperação e de interajuda. A sua ausência tem ou pode ter prejuízos devastadores. Repare-se no caso recente de Myanmar, que, sendo um estado ditatorial, não permitiu a ajuda de outros países e milhares de pessoas, em consequência de um sismo e de cheias, ficaram desalojadas ou morreram.

Além disso, o diálogo intercultural abre as fronteiras ao desenvolvimento e enriquecimento social e, consequentemente, ao desenvolvimento económico. Exemplo disso é o programa Erasmus ou o mais recente Tratado de Bolonha, que incutem novas formas de pensar e permitem aos jovens , desde cedo, a mobilidade e a criação de relações com outras culturas, aliando a formação académica à formação pessoal. Estas relações trarão benefícios, de um ponto de vista mais alargado, aos países de origem, pois as bagagens culturais destes jovens primarão pela versatilidade e permitirão novas ideias e conquistas.
O diálogo intercultural é essencial e inevitável, pois são tantas as tecnologias que promovem o diálogo - telemóvel, televisão, internet... - que, mais cedo ou mais tarde, nos tornaremos mesmo numa aldeia global. Assim, o lema de hoje em dia é abrir, alargar, cooperar e conquistar: abrir portas ao mundo, alargar horizontes/fronteiras, cooperar com os vizinhos e conquistar novos sucessos!
Lisa Moura, 12º H
15 Junho, 2008 13:42

08 junho 2008

Privacidade v/s Liberdade

Big Brother is Watching You


O tema da privacidade versus liberdade foi sempre uma questão polémica. Já em 1948, quando saiu o famoso livro 1984 da autoria de George Orwell, se sentia a preocupação com a violação do direito à privacidade. Hoje em dia é um tema bastante retratado em filmes, livros, músicas… Um excerto da música Privacidade dos Xutos e Pontapés diz: “Quem não deve, não teme/ Abre-me o teu coração/ Em liberdade, fala verdade/ Eu sou o teu Grande Irmão/ Sei onde tu estás/ Sei sempre onde tu estás/ O que sentiste/ O que tu fazes/ O que pensarás/ Quem vive, quem morre/ Quem come, e quem passa fome/ Passa tudo pela minha mão/ Agradece ao Grande Irmão.”

Por um lado todos temos o direito de fazermos o que queremos à porta fechada, desde coçar o rabo a ter conversas que em público não teríamos por pudor, vergonha, ou qualquer outra razão. Por outro, temos o medo, o receio do desconhecido e do que nos possa afectar negativamente: baixar filmes ilegais da internet, assaltos no escuro, construção de bombas caseiras e qualquer outra coisa que possa pôr em risco a segurança ou a integridade pública.
Será que chegámos ao ponto de sermos observados onde quer que estejamos (tudo em nome da segurança!)? Percebo por que é que existem câmaras de segurança nas lojas, nos bancos e nos supermercados, mas essas, em princípio, não estão a violar a privacidade de ninguém uma vez que têm como objectivo controlar roubos e outros delitos e estão dispostas em locais-chave, como as caixas. Nunca em provadores ou casas de banho.
As discussões que creio serem as mais recentes sobre este assunto são acerca da colocação de câmaras de vigilância nas escolas. Entendo que haja escolas que têm problemas de tal forma graves que seja necessário recorrer a esses tipos de vigilância, mas será absolutamente necessário chegar a tanto? Por que é que isso acontece? São escolas em zonas más? Os professores têm medo dos alunos? Por que não aumentar o número de polícias da escola segura pelo recinto? Não há dinheiro? Mas para sistemas de vigilância já há? O essencial é não invadirmos o espaço privado de segundos e terceiros.

Desde que todos saibamos respeitar a liberdade, o espaço e as opiniões dos outros, não há qualquer necessidade de vigilância e violação de privacidade. [...]


Liberdade acima de tudo!

Ana Catarina, 12º H
04 Junho, 2008 22:03


Nota: Imagens obtidas em: [jumento.blogdrive.com] , [blogs.sapo.pt] e [updateordie.com]

06 junho 2008

Pensar o ambiente - um desafio

AVISO
Esta é uma forma
- porventura demasiado contundente -
de nos fazer pensar.
Vê o vídeo.
Julga por ti!

Santa Cruz, Abril 2008

Vale a pena parares para respirar! Ganha inspiração (literalmente...)

INSPIRA (-TE) neste vídeo!

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O físico, os portugueses e Cristiano Ronaldo

"Os portugueses têm desde há uns dias um motivo para esquecer a crise. Chama-se Euro 2008, Campeonato Europeu de Futebol, e tem vindo a ocupar progressivamente o espaço mediático que antes era preenchido com a subida dos preços do petróleo e a crise económica a ela associada. No outro dia liguei a televisão e estava a transmitir o autocarro da selecção, visto de um helicóptero. Mudei de canal e estava a dar o mesmo autocarro, mas filmado agora de um outro helicóptero. Se ganharmos, como é o desejo geral, não quero imaginar o choque de helicópteros em disputa para filmar o autocarro no regresso.

Os desejos não são realidades. É pouco provável que ganhemos os jogos todos até à final e mais improvável ainda que ganhemos a final. Apesar de o seleccionador ser o mesmo do quarto lugar num Mundial e do segundo lugar num Europeu muitos jogadores são diferentes e as circunstâncias são também diferentes. Mas estou convencido de que vamos ganhar com este Euro na Suíça e na Áustria de qualquer maneira. Se ganharmos a final, vai ser, a avaliar pela enorme euforia que já hoje reina, um completo desatino. Havemos de vir em hordas para a rua em longas caravanas automóveis a berrar e buzinar, por mais elevado que esteja na altura o preço do combustível. Esqueceremos por completo a crise. Mas qual crise? Haverá alguma crise? Veremos deputados e ministros bem mais sorridentes do que temos visto. Por outro lado, se não ganharmos, também ganhamos. Ganharemos de qualquer modo, pois não teremos distracções no confronto com a crise que nos assola, sendo mais fácil tornar-nos um país competitivo noutras áreas e não apenas no futebol. Não vou torcer para que a equipa perca, mas esta hipótese não me parece má de todo.

Não estou a ser um velho do Restelo. Por uma razão muito simples: um campeonato europeu de futebol não é propriamente a descoberta do caminho marítimo para a Índia. Nem sequer é o caminho para sair da crise. Ficarei feliz se ganharmos os jogos até à final e também esta. Mas há desafios bem mais importantes para nós. Somos bons com os pés, mas não o somos suficientemente com a cabeça. Porque é que não fazemos o mesmo esforço para entrar no “top ten” da educação que fazemos no futebol? Entrar no “top ten” dos “rankings” PISA, isso sim, é que seria uma proeza que nos poderia orgulhar, a nós que estamos em literacia científica num modesto 27º lugar entre os países da OCDE. Porque é que a Galp, a TMN e a Sagres não investem aí os seus chorudos patrocínios? Porque é que só somos bons a pensar com os pés?"
Prof. Dr. Carlos Fiolhais (Físico. Universidade de Coimbra)
Ver mais sobre os mais diversos temas no blog
[Sobre a Natureza das Coisas]
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Baltasar e Blimunda

Cartaz do filme "Perhaps Love", em [URL: home.wangjianshuo.com/archives/2005]

“Memorial do Convento” - Baltasar e Blimunda -

A relação entre Baltasar e Blimunda é uma lição de vida. Ele é maneta, perdeu uma mão na guerra. Ela tem poderes sobrenaturais, vê o interior das pessoas. Fazem parte do povo, do mais baixo nível da sociedade, são alvos de injustiça, não têm bens materiais de valor, vivem as mais variadas dificuldades ... mas tudo isto é suportado por algo que hoje em dia parece estar em vias de extinção: o amor.

Mas falo de amor verdadeiro, não é daquele amor que algumas amigas dizem sentir umas pelas outras,uma semana depois de se conhecerem, ou daquelas pessoas que têm relações por interesse, como acontece também em “Memorial do Convento” entre D. João V e D. Maria Ana.
Falo do amor que tem a capacidade de unir duas pessoas numa só, capaz de fazer ultrapassar os mais variados obstáculos, capaz de dar força nos momentos mais críticos...isto sim, é amor verdadeiro! E é isso que acontece neste romance: só mediante um amor puro e verdadeiro é que este casal pôde enfrentar as adversidades que enfrentou, sempre unido, e mesmo quando a morte ameaçava ser o destino irreversível para Baltasar, Blimunda retirou-lhe a vontade, salvando-o: "Então Blimunda disse, Vem. desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda."

E é com base nesta história que faço um apelo à sociedade de hoje em dia e que sirva de exemplo. O dinheiro, o poder, os bens materiais...tudo isso é secundário e não vale de nada se não existir amor. O amor é a essência da vida! Amem-se uns aos outros, sejam unidos, lutem em conjunto, partilhem felicidade e tristeza. (...) E lembrem-se, nem todo o dinheiro do Mundo chega para comprar amor!

Assinado: Carlos Gonçalves 12º H nº4
05 Junho, 2008 20:23
José Saramago afirmou, há anos, numa entrevista: "Escrevo para compreender". O desafio que vos lancei não foi menor: o de "ler para compreender". O quê?
Compreender-se a si próprio, compreender os outros, compreender o mundo. Descobrir emoções e pensamentos novos. Olhar, de maneiras novas, temas de sempre. Neste momento de balanço das nossas leituras deste ano, continuam a chegar textos que vale a pena partilhar. Envia o teu texto!
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05 junho 2008

Temas para pensar e escrever



Trago para aqui a edição já anteriormente disponibilizada com alguns endereços electrónicos com informação actualizada e fiável sobre os temas escolhidos pelas turmas, para reflexão e escrita:
  • ambiente e temas associados - energias renováveis; energia nuclear...
  • direitos humanos e voluntariado
  • protecção de dados; segurança e privacidade dos cidadãos

Aproveitem bem os textos/as informações; encontrarão desde leis a artigos de opinião. Todos os sítios são portugueses, à excepção de um, em Português do Brasil (crítica ao filme Uma Verdade Inconveniente).


Ambiente

http://www.energiasrenovaveis.com/

Glossário sobre energias renováveis
http://www.energiasrenovaveis.com/Glossario.asp?ID_area=19&tipo_area=Null

Definição dos tipos de energias renováveis: "física e química para quem se lembrou hoje que o teste é amanhã!" (fabuloso título!)
http://web.educom.pt/fq/energia/renovaveis.htm

Relatório sobre ambiente - Portugal, 2006 : dados, gráficos, conclusões
http://www.iambiente.pt/portal/page

Várias artigos/opiniões, num blog do Prof.Dr. Carlos Fiolhais e colaboradores
http://dererummundi.blogspot.com/search/label/

Livros sobre Ciência
http://www.cienciaviva.pt/diga/

Livros sobre energias renováveis
http://www.energiasrenovaveis.com/html/canais/biblioteca.htm

"Blog" - opiniões sobre energias renováveis
http://opiniao.energiasrenovaveis.com/

Muitos artigos, entrevistas... sobre ambiente
http://www.youngreporters.org/article.php3?id_article=1466

Crítica ao filme Uma Verdade
http://www.cineplayers.com/critica.php?id=846

Direitos Humanos e Voluntariado



A mais completa lista de textos nacionais e internacionais sobre Direitos Humanos http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/universais.html

Lista de ligações úteis sobre o tema (organizações, conceitos) http://www.fd.uc.pt/hrc/enciclopedia/links.htm

ONU - maior organização intrenacional ligada aos direitos humanos

http://www.un.org/english/

Voluntariado Jovem em Portugal http://www.voluntariadojovem.pt/Projectos/Projectos_pesquisa.asp

Portal europeu da Juventude - Voluntariado europeu http://europa.eu/youth/volunteering

Bolsa de Voluntariado http://www.bolsadovoluntariado.pt/home_voluntario.html

Instituto Português da Juventude

http://juventude.gov.pt/Portal/IPJ/OQueFazemos/Protocolos/Voluntariado/


Privacidade, Direitos do Cidadão, Protecção de Dados


Comissão Nacional de Protecção de Dados

http://www.cnpd.pt/bin/faq/faqcidadao.htm

Lei de protecção dados pessoais
http://www.apdt.org/guia/L/Ldados/lei6798.htm

Novo Cartão do Cidadão (inclui Vídeo de divulgação)
http://www.cartaodecidadao.pt/

Videovigilância nas escolas
http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?TemaID=NPL0134&id_versao=16156
http://www.escola.gov.pt/projectos_v_descricao.asp

http://dn.sapo.pt/2005/09/14/nacional/pedidos_videovigilancia_duplicam_por.html

O percurso é:

Consultar os sítios. Retirar informação pertinente. Elaborar uma rede semântica necessária ao tratamento do tema. Ponderar a posição a defender. Fazer um plano, por tópicos. Escrever, garantindo: Introdução, desenvolvimento e conclusão (sem pôr estas palavras, claro; deve perceber-se que é conclusão; estar lá escrito que o é, não muda nada).

Boas Leituras!

Excelentes escritas!

01 junho 2008

Opiniões sobre a peça "Felizmente há Luar"

Luís de Sttau Monteiro foi um homem inteligente. Esta peça retrata o que aconteceu em 1817, numa época em que não era nascido, e serve de crítica ao poder, daquela altura, mas não só!

A obra foi escrita em 1961, durante o regime de Salazar, o ditador. Nessa altura, o povo vivia oprimido, sem "liberdade de expressão", sem direitos, sem nada! O poder "dominava" a seu bel-prazer, fazia o que queria, havia a polícia política (PIDE) que prendia todas as pessoas que podessem ser incómodas ao poder, e os seus ideais para o povo era que se mantivesse no seu "cantinho", com muita disciplina à mistura. Não se sabia o significado da palavra democracia. Salazar "ditava", o povo obedecia...a bem ou a mal!
Até que o escritor Luis de Sttau Monteiro, recuou uns anos no passado e "encontrou" uma época em que o clima vivido era semelhante ao da sua altura, e escreveu a obra, falando do passado, mas tratando do presente.
É então feita uma comparação entre as duas épocas, o que foi escrito acerca do que se passou em 1817, adapta-se perfeitamenete ao que na altura se passava em 1961. A intenção do autor era que o povo tivesse consciência do "meio" em que vivia, e que por sua vez "metesse mãos à obra", fizesse alguma coisa. Era como se estivesse a pedir ao povo que se revoltasse. Mas também é claro que os membros do poder não eram estúpidos e perceberam a intenção do autor,e, por isso, prenderam-no e proibiram a representação da peça. O resto estava nas mãos do povo.

Mais tarde, em 1974, ocorreu a Revolução dos Cravos, com Sttau Monteiro a ter uma quota-parte de "responsabilidades". O mínimo que tenho a fazer é agradecer ao autor...Um profundo e sincero Obrigado!
Carlos Gonçalves, nº4,12ºH
15 de Maio, 2008



Representação da peça - os "três conscenciosos governadores do reino"

"Felizmente há luar" retrata a vida em Portugal na segunda década do século XIX e conta algumas situações a que o povo estava sujeito. Denuncia toda a repressão, toda a injustiça, todo o controlo, toda a insegurança existentes na altura da Conspiração de 1817.
Com imenso recurso à ironia (o que torna a peça muito engraçada e agradável de se ler/assistir), Sttau Monteiro caracteriza a sociedade da época: a injustiça dos orgãos do poder, o povo ao qual não era atribuida qualquer importância, a insegurança do povo, pois os denunciantes poderiam ser qualquer um dos que que se encontrasse por perto.

Esta peça baseada em factos históricos passados logo após as invasões francesas aqui em Portugal, acaba também (e agora sim, a verdadeira intenção do autor) por ser uma forte crítica ao regime que se vivia na época da publicação da peça: o regime salazarista. Sttau Monteiro pretende assim que as pessoas ao assistir à peça (o que só foi possível depois do 25 de Abril, porque a Censura proibiu-a) se identifiquem com as personagens, que reconheçam aquelas situações como actuais para assim terem real consciência da injustiça em que vivem e da repressão de que são vítimas, e para que no fim fique na memória a frase de Matilde. "Felizmente há luar", ou seja, felizmente a lua ilumina a noite para que todos possam ver a injustiça em que vivemos e quem sabe...ganhem coragem para se revoltarem.
Susana Filipe, nº14, 12ºJ

Palavras escritas sobre Felizmente...

Actriz representando a personagem de Matilde

Matilde é uma das personagens mais corajosas da peça, é sem dúvida o símbolo maior da mulher que ama e sofre por amar, da mulher corajosa, denunciadora das heresias da igreja e da política, da mulher que arrisca tudo para estar ao lado do "seu herói", uma mulher que só começa a ganhar consciência do país onde vive quando o seu herói é traído pelos seus próprios e é preso, como o cabecilha da rebelião que se conjurara contra a tirania. É então que, indo pedir auxílio para o seu homem, Matilde, profere uma das melhores "falas" da peça, fala essa carregada de ironia, pois tudo o que afirma é exactamente o contrário do que lhe passa no coração, são os valores contrários aos que defende, pois Matilde, a mulher destemida, acredita sim, na verdade; acredita sim, na honestidade, na bondade e na simplicidade acima de qualquer mentira ou qualquer bolsa cheia de moedas ou qualquer fato, por mais respeito que ele traga.
Daniela Félix, nº8, 12ªH

Principal Sousa, representante da igreja, símbolo da convivência da igreja e do poder político, conservador extremista, católico e beato a cem por cento, acha que o povo deve estar e continuar onde sempre esteve e onde sempre foi o seu lugar: a trabalhar, em paz, com a família e com Deus Nosso Senhor sempre presente em suas almas, pois não se quer cá ovelhas negras a espezinhar o quintalinho da Europa que é Portugal. Principal Sousa é então defensor de que os homens não precisam de saber ler nem escrever. Para quê? Para tratar da horta não será necessário de saber ler e muito menos escrever e há que tratar das almas impuras que por essas aldeias têm essa ideia, digna do Diabo.
Daniela Félix, nº 8, 12º H

D. Miguel Forjaz, símbolo do poder político, rege-se pelas principais "ordens", como Deus, Pátria, Família, Hierarquia, Autoridade e Paz Social; defensor extremista destes valores, deseja acabar com todos os arruaceiros, que ousam defrontar o seu poder e a ordem. Não lhe interessa quem leva à fogueira, não lhe interessa quem será o homem que perderá a vida, só lhe interessa que esse homem sirva de exemplo para todos os outros, quer que o cheiro a carne queimada fique para sempre na memória do povo, para que mais ninguém se atreva sequer a pensar, em liberdade, em revoltas, em nada que perturbe a paz e a ordem de Portugal. "Há que provocar esse ardor", há que deixar de exemplo Gomes Freire de Andrade, como o lutador ou guerreiro da liberdade, que acabou queimado na fogueira.
Daniela Félix, nº8, 12ºH

Os tambores, nesta peça, representam uma espécie de ameaça, assim que estes se ouviam o povo recolhia-se e de imediato se calava, mostrando o clima de terror que se vivia então. Neste excerto ("D. Miguel - E agora, meus senhores, ao trabalho. (...) Há que fazer tocar os tambores pelas ruas para se criar um ambiente de receio"), em especial, os sons são muito importantes, na percepção da cena em si, pois sem estas experiências sonoras será bem mais difícil apercebermo-nos do clima de tensão vivido; e são muitos os exemplos: "bramar contra os inimigos de Deus", "dizer aos soldados"; "fazer tocar os tambores"; "os sinos das aldeias a tocar a rebate, a fanfarra"; "os frades aos gritos nos púlpitos"; afinal, "há que incendiar as almas de terror e de medo".
Daniela Félix, nº8, 12ºH

General Gomes Freire de Andrade

07 maio 2008

Trabalho sobre a peça

As bases para a aula de hoje são:

- a peça "Felizmente há Luar";
- o post anterior do blog, com o título "Felizmente há Luar", e as ligações indicadas.

O objectivo é preparar o exercício da próxima semana, através de:
- análise da peça
- redacção de um texto de síntese
- redacção de um texto de opinião.

A Organização:
Organizem-se em grupos de 3-4 pessoas, cada uma com um computador.

O trabalho:

1. Ler o texto do Teatro A Barraca sobre a peça FHL e:
1.1.Registar em "comentário" a síntese do 1º e do 2º actos, com base nesse texto.

2. Ver as várias fotos no "site" da Barraca sobre a encenação de FHL e trocar opiniões sobre as mesmas.

2.1.Escrever um texto de opinião fundamentada sobre as opções de guarda-roupa, apontando outras soluções possíveis.

3. Abrir o "Questionário FHL, para treino". Ler questões 1 a 10.

3.1. Responder, em "COMENTÁRIO", às questões 1 a 10.


NOTA: Deverei receber tantos trabalhos quantos os grupos. Registem os nomes.

Bom trabalho.
T.P.C.
Responder individualmente, no "blog" ou no caderno diário, às cinco perguntas sobre o contexto da peça, colocadas no post anterior ("Responde agora").


Noémia Santos
06 Maio, 2008 19:59

29 abril 2008

Uma boa surpresa


Na semana passada, tivemos a alegria da visita do nosso Diogo Gomes. Como se vê pelas nossas caras, ficámos muito contentes com a surpresa. Foi um corrupio para a sala 38 - alunos e professores, actuais e antigos, não quiseram perder a oportunidade.
À tua, Diogo!
Vai dando notícias. No caso de dúvidas da matéria, manda-as para aqui, que eu respondo-te para o e-mail.

16 março 2008

Livros e leituras

Os candidatos (do secundário) da nossa escola ao Concurso Nacional de Leitura - Provas Distritais - são todos do 12º B: a Ângela, o João T. e o Luís .
Aqui está a turma toda a partilhar as leituras e a ajudar os colegas.





12 de Março de 2008
Eis os livros:
A voz dos deuses, de João Aguiar
O meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos
Desconhecido nesta morada, de K. Taylor
Por falar em livros, aqui ficam duas críticas feitas por colegas do 12º E.
O retrato de Dorian Gray é um romance (o único de Oscar Wilde) que conta a história de um jovem “Adónis” que se deixa pintar por Basil Hallward, um pintor que secretamente nutre um fascínio por si (Dorian) e que se deixa influenciar por um astuto Lorde (Lord Henry Wotton). Devido a esta influência, Dorian toma conhecimento da sua beleza e da efemeridade da sua juventude, e passa a invejar o seu retrato, desejando que este suporte o peso das suas acções e que Dorian por sua vez permaneça fisicamente imutável. Este desejo torna-se realidade e é em torno do mesmo que a acção se desenrola.


Para mim esta obra concentra nas entrelinhas uma crítica e uma mensagem para a sociedade Inglesa hedonística do século XIX, não só pela primazia dada à estética em desfavor da ética como também pelo sentido crítico e vazio que se dava à arte e que se verifica em frases presentes na obra, como: “ Os Ingleses são os que possuem em menor grau o sentido de beleza da literatura”; “Não fomos postos neste mundo para divulgar os nossos preconceitos morais” e “Tudo fora como a arte deveria ser: inconsciente, ideal e remota”. O que me remete para a ideia que Fernando Pessoa tinha em relação ao seu papel de poeta quando escreveu a Mensagem, a missão do escritor de “acordar” a sociedade, alertando-a para os seus erros e ensinando-a a libertar-se dos mesmos.

Este romance é aliciante não só pela história e pela magia dos personagens principais como pela deliciosa escrita; e usando as palavras do autor, neste livro “as metáforas são assombrosas como orquídeas, e igualmente subtis no colorido".
Existe na acção um gradual desenvolvimento da negritude da alma de Dorian, que de jovem ingénuo e puro se vai tornando num narciso vil e deplorável, graças à influência de Lord Henry que se viu aliciado e atraído a corromper um espírito tão fantástico, moldando Dorian como se de plasticina se tratasse. O facto de ser o quadro a envelhecer e a suportar o peso das suas acções, encoraja-o também a transpor cada vez mais limites. Aborda ainda questões como a angústia do ser humano de preservar a beleza e a importância dada à mesma, que constituem na sociedade moderna questões bastante pertinentes; assim como a influência que pessoas e coisas têm na nossa vida, neste caso Lord Henry com a sua personalidade dominante e o livro que este dera ao protagonista.
Não posso deixar de referir Lord Henry, uma personagem realista, e cruelmente deliciosa que me conseguiu atrair e influenciar com as suas magníficas, mas nem sempre correctas, teorias da vida, o que me levou a uma aproximação e compreensão da personagem principal. Admiração esta que, com o desenrolar da acção, foi dando lugar a um sentimento de pena pela solidão e pretensão de tudo saber que Henry possuía.


Para terminar tenho de referir o final genial da obra, simples, mas perfeito, em que certamente o acrescento de palavras apenas levaria à perda de toda a sua beleza. E como não há ninguém melhor para ilustrar a beleza de um livro que o seu próprio autor deixo aqui a minha opinião, muito positiva da obra, na esperança que suscite nos leitores da minha crítica a curiosidade pelo livro.

Marisa Oliveira, 12º E

Diário de Rutka
“O Diário de Rutka”, é um livro muito recente, sendo publicado pela Sextante Editora (com respectiva tradução).
Torna-se um pouco complicado, para mim, definir quem, na realidade se tornou mais importante para a obra: se a própria Rutka, a pequena judia polaca que produziu este diário em pequenos excertos que retratam o seu dia-a-dia, remontando ao terror vivido da Segunda Guerra Mundial na vida dos judeus; se a sua irmã Zahava (Laskier) Scherz, quem tornou pública a obra, como homenagem a Rutka. Alguns definem Rutka como “a Anne Frank polaca”. Se ambas escreveram sobre o terror do nazismo – nunca deixando de registar os típicos dilemas psicológicos das adolescentes – e se ambas morreram em campos de concentração (Anne Frank em Bergen-Belsen, aos 15 anos; Rutka em Auschwitz, aos 14), as suas semelhanças são algumas.
Embora, em algumas passagens se torne um pouco confusa, devido à situação em que vive, afirmando muitas vezes, não ser capaz de exprimir - para o papel - o fervilhar das sensações e emoções que vão dentro de si, Rutka demonstra ser, para a sua idade, uma “menina excepcionalmente inteligente e muito dotada pela escrita”. O mais arrepiante neste "notável documento humano", é a forma como Rutka alterna entre o relato dos pesadelos do gueto e as coscuvilhices do seu círculo de amigos; ou o brusco desabrochar da puberdade. A 5 de Fevereiro (1943), Rutka expressa medo, descrevendo as torturas, que levavam à morte os judeus da sua época (e também à sua), seja qual fosse a idade e o sexo, demonstrando igualmente a sua falta de fé: “Se Deus existisse, Ele não teria seguramente permitido que seres humanos fossem atirados vivos para fornos, nem que cabeças de criancinhas fossem esmagadas por cabos de pistolas ou amontoadas em sacos e gaseadas até à morte… Soa como uma ficção. Aqueles que não viram nunca hão-de acreditar. Mas não é uma lenda, é a verdade.”
Também a 6 de Fevereiro (1943), escreve estas linhas terríveis: “Algo em mim se destruiu. Quando passo ao pé de um alemão, tudo em mim se contrai. Não sei se é por medo ou por ódio. Queria poder torturá-los, e às suas mulheres e aos seus filhos, (...) estrangulá-los vigorosamente, mais e mais ainda.” Rutka foi deportada, juntamente com o seu irmão Hénius e sua mãe Golda Laskier, nas câmaras de gás, em Agosto de 1943.
É um livro bastante tocante, que faz de Rutka um grande testemunho do horror do Holocausto. Mas viver e sentir, passa além do imaginar. Como Rutka sinceramente o disse: “Aqueles que não viram nunca hão-de acreditar.”
Joana Matias12º E, nº 12